Os termos técnicos do mercado de saúde brasileiro explicados em linguagem direta — TISS, TUSS, ICP-Brasil, CFM, ANS, LGPD e mais.
TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar) é o padrão eletrônico obrigatório definido pela ANS para troca de informações entre clínicas/hospitais e operadoras de planos de saúde no Brasil.
TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é a tabela padronizada de códigos de procedimentos médicos e odontológicos usada no faturamento TISS.
Glosa é a recusa parcial ou total da cobrança feita pela operadora de plano de saúde ao prestador (clínica/hospital). A clínica tem até 90 dias para contestar via recurso de glosa.
Recurso de glosa é o procedimento formal pelo qual a clínica contesta uma glosa aplicada pela operadora — feito via guia TISS específica, com prazo de 90 dias.
CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) é a tabela de honorários médicos referencial usada como base para negociação com convênios.
XML TISS é o formato técnico (eXtensible Markup Language) em que as guias TISS são geradas e enviadas para as operadoras de planos de saúde — definido pela ANS.
CFM (Conselho Federal de Medicina) é a autarquia federal que regula o exercício da medicina no Brasil — dita normas, fiscaliza médicos e julga processos éticos.
ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a autarquia federal que regula as operadoras de planos de saúde no Brasil — define padrões, fiscaliza operadoras e protege beneficiários.
RDC 471/2021 é a Resolução da ANVISA que regulamentou a prescrição digital de medicamentos controlados (Portaria 344/98) — incluindo receita azul e amarela com assinatura ICP-Brasil.
A MP 2.200-2/2001 é a Medida Provisória que instituiu a ICP-Brasil — base legal da assinatura digital com validade jurídica plena no Brasil.
LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709/2018) é a legislação brasileira que regula o tratamento de dados pessoais — incluindo dados de saúde, considerados sensíveis.
DPA (Data Processing Agreement) ou "Contrato de Operador de Dados" é o contrato exigido pela LGPD entre Controlador (clínica) e Operador (sistema) que define as regras de tratamento de dados pessoais.
Prontuário eletrônico (PEP ou EHR) é o documento clínico do paciente em formato digital — substitui o prontuário em papel com validade jurídica equivalente, conforme Resolução CFM 1.821/2007.
CID (Classificação Internacional de Doenças) é a classificação padronizada da OMS para diagnósticos médicos. CID-10 ainda é o padrão no Brasil; CID-11 está em transição internacional.
No-show é quando o paciente não comparece à consulta agendada e não avisa com antecedência — taxa média no Brasil é de 20% a 30% das consultas.
Churn em clínica médica é a taxa de pacientes que deixam de ser atendidos pela clínica num período (deixam de retornar, mudam de médico). É métrica essencial para previsibilidade de receita.